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Turismo

Parque Sino da Paz

Na comunidade de Núcleo Celso Ramos encontra-se também o Parque Sino da Paz, que relembra o acontecimento da bomba atômica lançada sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki na 2ª Guerra Mundial, homenageia as vítimas e seus sobreviventes de Explosões de Bombas Atômicas. O parque localiza-se no terreno do senhor Kazumi Ogawa, um dos sobreviventes do holocausto que acabou com os sonhos e com a vida de mais de 230 mil japoneses, na maioria deles mulheres e crianças. No parque foi construído um monumento de 28 metros de altura, suas linhas de estruturas foram baseadas no pássaro Tsuru, que simboliza a paz para os japoneses, o monumento abriga um sino de bronze que pesa mais de 40 kilos e tem mais de 400 anos, este foi um presente do governo do Japão para o nosso país, que ganhou um local especial em Frei Rogério. Todos os anos em ocasiões especiais como no dias 06 e 09 de agosto – datas que marcaram o lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki – é realizada a cerimônia da badalada do sino, onde a emoção toma conta dos sobreviventes da Guerra. O parque foi inaugurado em 15 de outubro de 2002, com a presença do Secretário de Educação do Estado e da delegação da província de Nagasaki. Na cerimônia foi assinada a “Declaração da Paz” e enviada para UNESCO. O evento foi transmitido diretamente para o Japão, pela rede de televisão NHK. Em todo o mundo só existem três sinos iguais a este, um está na sede da ONU, outro na cidade de Hiroshima e um em Frei Rogério. Em breve o parque contará também com um museu, o qual terá acervos históricos da 2ª Guerra Mundial, todos cedidos pelo governo japonês.

Florada da Cerejeira – SAKURA MATSURI

No final do mês de agosto ou começo de setembro, após a passagem do inverno as Cerejeiras do Parque Sakura florescem, irradiando toda a sua beleza e encanto. Sua florada dura menos de uma semana. Esta é a festa da Sakura Matsuri (Florada da Cerejeira), neste dia são realizadas diversas apresentações culturais, cerimonial do chá, danças, Kendô (luta), caligrafia japonesa, comidas típicas, entre outras atrações. O público presente tem a oportunidade de interagir nas atividades. A imprensa prestigia e faz a cobertura do evento. Turistas de diversas regiões do estado de Santa Catarina e de outros estados prestigiam o evento que conta com um número considerável de participantes, em média 1500 pessoas, o que para o tamanho do local, é considerado bastante público. O que mais encanta na festa da Sakura Matsuri é a flor da cerejeira, uma flor espetacular e admirada por todos, fotógrafos ficam pasmos ao ver tamanha beleza. As apresentações de danças, de kendô, cerimonial do chá, escrita japonesa, preparo do moti-tsuki, (bolinho de arroz) preparado ao ar livre e com o auxílio dos turistas fazem deste local um verdadeiro pedaço do Japão, com costumes, crenças e práticas orientais. A festa da Florada da Cerejeira é realizada no Parque Sakura, o qual em 1989 com o apoio do Ministro de Relações Exteriores do Japão recebeu a doação de recursos para a implantação do paisagismo do parque, foram plantadas 3.000 (três mil) mudas de Cerejeira, 1.500 (mil e quinhentos) pés de ipê e 10.000 (dez mil) pés de diversas outras árvores ornamentais.

Parque Sakura Matsuri

Parque arborizado com diversas espécies de árvores oriundas do Japão, entre elas as castanheiras utilizadas para a produção de cogumelos e as principais, e em sua maioria as Cerejeiras. Durante todo o ano, o colorido das folhas é um espetáculo, mas a melhor época para visitar o parque é depois da passagem do inverno, quando acontece a floração das cerejeiras.

Casa Octogonal

No dia 26 de julho de 2008 foi inaugurada a Casa Octogonal, batizada de Yumedono, que significa “casa dos sonhos”, onde a cada realização de um sonho idealiza-se concretizar outros sonhos e assim sucessivamente, daí a explicação dos oito lados. No topo há uma porunga, que representa a realização de sonhos impossíveis, segundo ditado Japonês, “é impossível sair um cavalo de dentro de uma porunga”, daí o sentido de realização do que é impossível, a porunga tornou-se também um símbolo da Colônia Japonesa do Núcleo Celso Ramos.

Cachoeira e Ponte Salto Correntes

A bela paisagem é um convite a viver em harmonia com a natureza, em uma ambiente de paz e tranqüilidade. Mais de 70 (setenta) metros de extensão e quedas que impressionam qualquer um fazem da cachoeira um forte atrativo turístico. As águas do rio Correntes são responsáveis pelo espetáculo que é a cachoeira. Apreciadores das belezas naturais não podem perder a oportunidade de conhecer essa maravilha que a mãe natureza criou. Suas quedas chegam a 10 metros de altura. Na parte superior da cachoeira forma-se um despraiado onde é possivel a realizaçao de lazer aqüático e pesca. O acesso é um convite à aventura por caminhos sinuosos em uma trilha ecológica repleta de surpresas.

A ponte sobre o rio correntes é um atrativo a parte, esta ponte divide os municípios de Curitibanos e Frei Rogério e o acesso é pela SC-451 até a ponte o acesso é por estrada de chão com cerca de 5km. O local possui uma vista deslumbrante e após a travessia da ponte há uma trilha para conhecer a cachoeira Salto Correntes onde suas quedas chegam a 70 metros de extensão e que chegam a 10 metros de altura.

Colônia Japonesa de Núcleo Celso Ramos

A comunidade de Núcleo Celso Ramos formou-se legalmente em 28 de Janeiro de 1963, quando o governador do estado de Santa Catarina, o senhor Celso Ramos (1897-1996) assinou em Florianópolis o documento que oficializava a fundação da primeira Colônia de Imigrantes Japoneses do Estado de Santa Catarina. Em 09 de Abril de 1964, chegam os primeiros imigrantes japoneses, ao total oito famílias, mais de 50 pessoas chegam à colônia Celso Ramos. As famílias eram dos senhores: Kazumi Ogawa, Shingo Sugiyama, Niro Kuwahara, Takao Katsurayama, Koji Katsurayama, Kiyotsugu Kubota, Wataru Ogawa, Fujishige Eguchi. Cada lote de terra custava Cr$1.997.106 (um milhão novecentos e noventa e sete mil cento e seis cruzeiros). O pagamento era de dez anos, com três anos de carência. O Governo do Estado destinou gratuitamente 22,5 alqueires para a construção da sede social da Associação Cultural Brasil-Japão, inaugurada em 12 de Setembro de 1970, em estilo e caráter oriental, com apresentações de peças teatrais, danças e músicas japonesas. Todos os moradores da Colônia cooperaram na construção da sede, atualmente localizada no Parque Sakura Matsuri.